Prato econômico (ou “estilo” Tempero Manero)

14 de setembro de 2011
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O formato ficou popularizado pelas franquia Tempero Manero, já em São Carlos há alguns anos. Você pesa apenas as carnes (ou algum outro tipo de “mistura”), pelo que paga por quilo, e pega o quanto quiser (ou o quanto couber) de acompanhamentos e saladas por um preço fixo.

A grande vantagem desse sistema é que a cobrança acaba ficando mais justa. O comerciante não precisa elevar o preço do quilo de comida para compensar os que exageram nos pratos principais, e os fregueses não precisam pagar mais caro para comer “o básico”. E isso num país onde arroz e feijão ainda faz montanhas cavalares em pratos populares é uma bela sacada, né não? Paga-se barato pela comida barata, e encarece somente conforme avança nos excessos.

Mas há ressalvas.

As opções disponíveis no “prato econômico”, ou seja, aquilo pelo qual paga-se um preço fixo, muitas vezes são bastante restritas. Até porque tem restaurante que trabalha assim e coloca até ovo e batata frita entre o que se paga a parte, acredite! E o valor do quilo para os outros ítens costuma ser maior que o habitual. Ou igual, mas você deve considerar que aquele gasto fixo você já vai ter, de qualquer forma.

Em alguns  restaurantes que trabalham assim, o prato é pequeno, e não tem “repeteco”, ou seja, o que pode comer pelo preço fixo é o que couber no prato. Claro que os brasileiros acabam criando seus macetes e aprendendo seus malabarismos para fazer tudo se encaixar, mas ainda é falsa a idéia do “à vontade” que vendem.

Agora, tem uma coisa até boba nesses restaurantes que me incomoda: a ordem das coisas. Estou acostumado a preencher o prato com saladas e acompanhamentos primeiro, para depois pegar alguma carne. Essa ordem deve ter sido bolada pelos restaurantes por quilo para que você encha seu prato com coisas baratas (baratas para eles, porque um tomate pode pesar tanto ou mais que um filé), aumentando o preço do prato ou, no mínimo, deixando ele mais vantajoso para o dono que para o cliente.  Enquanto que no modelo “econômico”, a ordem é prática: primeiro carnes e massas, que vão pra balança, depois o resto, que serve “à vontade”. Pode até parecer uma forma melhor para o consumidor, mas eu ainda prefiro a antiga. Talvez porque prefiro ver o quanto consigo preencher o prato com coisas mais leves, para não abusar nas proteínas e carboidratos. Ou talvez só porque eu não goste do meu bife coberto por arroz e caldos, ou o que for. Até existe a opção de pegar tudo em pratos separados, o que não acho muito prático nessas ocasiões.

Engraçado que a velha ordem caseira, de começar pelo arroz e feijão (ou feijão e arroz, depende do costume) da mamãe, não está presente em nenhum dos formatos…

Frescuras à parte, esse tipo de restaurante está se alastrando pela cidade (falaremos sobre alguns deles em breve), e é uma boa para quem gosta mesmo é de arroz e feijão sem miséria. Se satisfizer-se com um zoião pra completar então… Vai almoçar pelo preço do prato econômico, normalmente de R$ 3,00 a R$ 5,00, no máximo!

Arroz, feijão e zoião

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6 Responses to Prato econômico (ou “estilo” Tempero Manero)

  1. Adriana Abujanra
    14 de setembro de 2011 at 20:24

    Eu adoro o Tempero da Vovó, ali perto da Apae…. o prato é economico e a carne é churrasco.. e o preço bem justo!

    • 14 de setembro de 2011 at 21:51

      Deve ser de lá mesmo nosso primeiro texto sobre esse tipo de restaurante. Hehe. Fomos semana passada. É legalzinho, tem carne boa! Tem até picanha! E linguiça cuiabana! rs..

      Mas é melhor não falar muito senão não tem o que escrever depois… hehe

    • 15 de setembro de 2011 at 10:28

      É de la sai o priomeiro, mas nao lembro dessa linguiça nao, vai ver pq nao peguei…

      Depois ainda vamos falar do Deck (Acho que o Andi nao vai querer assinar), e nao lembro se tem mais algum…

      • 15 de setembro de 2011 at 10:45

        Eu também não peguei, na verdade. Só vi na saída o banner enorme dizendo que eles tem linguiça cuiabana. E se anunciam, devem ter, né? rs.. Só precisa ver se é todo dia.

  2. Adriana Abujanra
    19 de setembro de 2011 at 16:30

    A carne é boa mesmo… e a linguiça cuiabana é perfeita…..

    vamos atualizar gente ? rssssss

    • 19 de setembro de 2011 at 16:37

      Haha! Daqui 20 minutos tá saindo um do Diego. :)

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Ândi Garcia

Profissional de computação, amante das letras, pseudo-violonista do lar, uspiano, corinthiano, maloqueiro e sofredor. Graças a Deus.

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